terça-feira, 6 de setembro de 2011
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Façamos o bem
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O que faz bem ao coração?
Era um dia muito quente, beirando os seus 40º, resolvi então mergulhar num mar de reflexão para ver se aliviava um pouco o calor, foi quando ouvi como se estivesse bem aqui perto de mim, a voz de uma raposa muito sábia de um livro super interessante que conta uma riquíssima história. Era na verdade, um segredo, concedido a raros, por isso o repeti, a fim de não me esquecer: O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração. Foi o que disse, tão certamente de sua certeza, mas as mesmas palavras não podem ser repetidas de forma vã, precisam ser muito bem compreendidas.
E foi quando mergulhei que entendi uma porção de coisas, grandiosas em sua simplicidade, pois vocês bem sabem que gosto de coisas simples. Mas foi aí que começou o princípio de um longo nado a braço. Fui compreendendo a cada braçada, não feito quem nada, mas quem descasca uma cebola pra ver o que está por dentro. As cebolas, é verdade, podem gerar mau hálito, mas tem lá suas vantagens. Sem rodeios! Sem rodeios!
Quando ouvi a expressão faz bem ao coração, fui entendendo então o detalhamento de tal linda composição. Certamente, se você trabalha, abre mão de algo precioso. Como, por exemplo, as preciosas horas de sono, importantíssimas e valiosíssimas. A gente bem sabe que não é fácil abrir mão do sono, chega às vezes até desejarmos ser feito àquela moça sonolenta daquela história contada na infância. Outros detalhes como pegar tantos ônibus, mais o metrô, o trem e ainda caminhar alguns bons passos até um lugar que certamente exigirá de você mais tempo, e vai gerar cansaço, tempo que você poderia estar gastando com outra coisa, ou pessoas especiais pra você, como alguém que se ama. No entanto, é importante, faz bem ao coração.
Que loucura! Eu explico, mas quando se entende isso as coisas mudam de sentido, se pensar que o pão quentinho que está sobre a mesa, que o gosto delicioso da margarina derretida é por conta do sacrifício que fizeste, do suor que derramas-te, então entenderá que tudo isso vale a pena e faz bem ao coração. Se olhar para aqueles olhos grandes daquele pingo de gente que te sorri com o rosto lambuzado de chocolate que acabou de ganhar de você é fruto do seu suor e do seu sacrifício, sua vida se encherá de sentido. Se por um acaso ascender à luz do seu quarto para procurar um livro, uma roupa ou o que seja, e essa luz acender, entenderás que seu sacrifício faz sentido, porque foi pelo seu suor, pelas horas de sono perdidas e que não voltam, é verdade, que conseguiu pagar a conta de luz, ajudar nas despesas de casa e poder então desfrutar de um banho quentinho e isso, certamente fará bem ao seu coração.
A questão está no invisível, pois bem disse à raposa que só se vê bem com o coração, como àquelas horas gastas a semana inteira para uma super prova, quem sabe para o vestibular ou simplesmente uma prova corriqueira, porem não menos importante, que exigirá seu esforço, e então enfim a recompensa da nota boa, que te encherá de orgulho, e encherá de orgulho os teus pais, que as vezes parecem só reclamar do que você faz, mas longe da sua presença enche o peito para falar bem de vocês pros amigos, vizinhos e até um conhecido que acabou de conhecer. E o diploma, finalmente conquistado, pode ser mais do que isso, mais do que um simples canudo, pode ser a porta pro seu futuro, e quando pensa no seu futuro, pensa em outros, pensa em ajudar, pensa em ser útil, pensa em casar, em compartilhar tudo, pensa em filhos e tudo isso começa a fazer mais sentido ainda.
Mas se você não pensa assim, se não dá valor às coisas invisíveis, seu coração aos poucos vai adoecendo e de vez fazer bem para si, encontra nisso um mal. É preciso tomar cuidado! Portanto, não tomarei mais o tempo de vocês, vou cuidar do que aquece o meu coração e desculpem-me se me excedi nas palavras e nas explicações, mas espero que isso também aqueçam os seus corações.
E não se esqueçam que é o tempo que você gasta com as coisas preciosas pra você, que as tornam tão importante.
A gente só conhece bem o que se cativa...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Vendendo o peixe pra comprar pão
Os morros cobertos pelo verde e alguns pontinhos que se mexem e fazem som, o rio, as cidades, são apenas alguns traços dessa encantadora Minas Gerais "Oh! Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais."♪
Pobre coitado do menino que de chinelo corre e sem chinelo continua ao vê-lo quebrar entre a correria das pedras. Que sorriso bonito tem a menina, o trabalho é puxado, mas eles não parecem tristes, parecem estar brincando, mas sabem que trabalho não é brinquedo e que sustento é coisa séria, de cedo aprendem a valorizar cada esforço e se tornam grandes em sua pequenez. Quase o mesmo retrato de São Paulo, porem não o mesmo, a diferença de oportunidade é nítida...e a comodidade também.
Me confundo nos discursos do ônibus, quem fala a verdade? São tão engajados e bem articulados, vão de caso pensado, tentam te comover, te ganhar e conquistar pelo menos alguns centavos, são apelativos e persuasivos... Me fizeram algumas vezes pensar: Será que é verdade mesmo? Mas confesso que não sou do tipo que alimenta isso, não que eu não queira ajudar, eu bem que quero, mas tenho medo de ao invés disso, dar mais corda para se enforcarem, então êxito.
O moço que entrou no ônibus vende caneta, diz que tem ulcera, e uma filha, começa seu discurso com um "obrigado, por enquanto" (o que ele quer dizer com por enquanto?), seu apelo é a filha, claro! Será que ele diz a verdade? Se eu tivesse uma filha faria de tudo para o sustento dela, com certeza, mas não sei se dentro de um ônibus. É confuso meus pensamentos... Deixo o resto com vocês.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Quem quer pão?!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Contando um Causo
Se fosse história do mato, chegaria uma onça pra cortar o barato.
A onça chegou, segundo o compadre era uma negona alta e forte que fez a moça tirar a bolsa e ainda ficar em pé, sentando ela e uma outra senhora, a qual deve ter agradecido.
Minha tia sempre usou o termo “nega sacudida”, será que esta moça era do que minha tia falava?
Se você leu esse texto, responda no comentário, compartilhe se essa é uma história com moral e qual seria a moral dela.
Sejam sempre bem vindos!
O ditado da Frigideira que se perpetua
Falavam de mulher, de seus apetrechos ou a falta deles, um se posicionava a favor da beleza, da boa aparência, falavam de estética, mas passaram a falar de conteúdo.
Dizem por aí, que a mulher tem nos olhos dois cifrões $ . $, se é de fato, ou se pode generalizar é o que se torna a questão, mas segundo a história dos caras segue mesmo esta versão.
O moço trabalhador diz que gosta de agradar sua companheira, levar para o shopping, comprar presente, mas não gosta de ser cobrado disso, ao que se entende, ela, a namorada, trabalha, mas pede habitualmente no mesmo dia, dinheiro. Ele que vê o nome dela no telefone, nem sente vontade de atender, ela diz: “Preciso de dinheiro”, ele revoltado diz que não funciona assim.
Mas todos eles concordam, brincam com a frase e usam de vã justificativa, que toda panela tem sua tampa, mas existe mulher que é frigideira e como já sabemos a frigideira não tem tampa, mas sempre que possível rouba a tampa de outra.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Estou aqui!!!
Fora isso está quase tudo igual, as filas extensas, uma multidão de gente que madrugam para escrever suas histórias. Na viagem, apaguei, as histórias do ônibus não anotei, mas ao chegar no meu destino, notei, um menino de roupas limpas, de aparência boa, deitado na muretinha e dormindo, pensei: O que será que este menino faz aí? Sozinho! Ninguém estava com ele, foi tão rápido o giro dos segundos, mas meu coração se partiu ao ver aquela cena, como se partiu ao ver aquela multidão de gente, com seus colchões e família acampados na frente da Câmara Municipal.
Hoje quando cheguei, aquelas pessoas, já não estavam mais lá, depois de mais de três semanas, eles sumiram, podia ter ficado aliviada, mas pensei: Pra onde eles foram? Será que para um lugar melhor? Existe uma diferença entre as pessoas que não queriam que a vida fosse desse jeito, mas foram engolidos pelas circunstâncias, e os acomodados, que querem sombra e água fresca sem nenhuma gota de suor, existem os herdeiros de situações assim. É verdade que os dois plantam e colhem o que plantou, mas é triste mesmo assim. A desigualdade no mundo, a falta de emprego para todos, as falhas na educação colaboram muito para situações como estas.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Chega com seu parceiro, que sempre passa a catraca enquanto ela fica do outro lado da grade. Ele a olha como se esperasse uma ordem, uma orientação... Ela, sorridente, aponta pra ele o local que ele deve ficar...Ele "atenciosamente", obedece e segue a ordem. Ela sempre vai para o mesmo lugar, volta, passa a catraca e fica com ele.
Todo dia ela faz tudo sempre igual...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
A máquina
A máquina do homem conversa sobre a máquina do computador, sobre a placa e a memória limitada. A máquina do homem é diferente de outras máquinas, tem espaço de sobra na memória, a máquina do homem sente.
A maquina microondas é programada para aquecer a comida, a máquina da TV te enche com a programação que nem sempre passa o que você quer ver, e, o que você precisa. A máquina de foto tenta as lembranças manter. A máquina do rádio te convida a dançar, cantar, extravasar. A máquina do homem se acha no poder, e pode até ser, cabe ao homem ligar ou desligar a TV.
P.s: Só espero que não dê pane no sistema.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
"Uma parte que não tinha"
Mas cada vez mais que eu vejo situações como essas, menos eu gosto de “Astros”, quem são eles? Eu não os conheço. Meus admirados estão do meu lado, posso até parabenizar os astros pelo trabalho, mas quanto mais eu olho para o mundo do outro, mas respeito essas pessoas de bem, trabalhadores, essas que sustentam a casa, que ralam em dois empregos, que trabalham e estudam, ou que acorda cedo pra estudar, essas que valorizam a amizade, essas que sorriem com sinceridade, essas que sonham acordada, que tem pureza nos olhos, essas que fazem sacrifícios, o possível e o impossível só porque amam. Essas que tem espontaneidade, que tem força, que tem coragem. Não que os “astros” não tenham isso, mas não os encontro nos ônibus da vida, como posso pensar falar deles?
Ai! Ai! Suspirando mesmo, quanto mais escuto esta história, mas a amo. Hoje, terça-feira de Novembro foi à primeira vez que peguei ônibus com parte da minha adorável trupe. Todos já estavam na fila que não era a minha, menos Charles, quando eu entro, encontro um lugarzinho para me sentar, olho pra frente, Charles me surpreende entrando no mesmo ônibus que eu. Começo a especular... E antes que eu termine Rodrigo e Guilherme entram no ônibus largando mão de ir sentado para estar na companhia do amigo.
As pessoas não entendem, mas são em gestos intrínsecos que estão o verdadeiro sentido de viver la vida.
Minha suspeita de serem estudantes pode ser confirmada hoje, observo... Primeiro ponto perto da escola, nada! Aquela pequena trupe continua seguindo a viagem. Queria estar mais perto, ser uma formiguinha, uma mosca, até mesmo uma lagartixa (pensando bem nunca vi uma lagartixa no ônibus), mas tudo isso só para saber o que eles estão conversando e quem realmente são esses caras sobre quem escrevo.
Certa vez um senhor entrou na sala e começou a conversar comigo. Contou-me de uma namorada, contou-me o caminho longo que traçava para encontrá-la. São pessoas assim que eu admiro.
Um minuto! Escuto a voz e a risada dos meninos, é, alguém já me disse uma vez: “Você não faz idéia dos segredos que um homem fala para o outro”, acho que foi o Gerente.
Hoje eram apenas os três, os três mosqueteiros, não faço a mínima idéia do que falam, mas admiro a cumplicidade, a amizade. Tenho amigas assim também e no lugar desses três, vejo a cena, nós três rindo e falando coisas que não dizemos para todos.
A mão esquerda de Charles com relógio, o cabelo arrepiado de Guilherme e a mão direita de Rodrigo me permite saber que eles ainda estão aqui, mas é só que vejo daqui, vejo em partes, nunca completo. É só o que eu vejo, eu vejo em partes.
E quando descerem do ônibus a história acaba? Não, começa outra história. Porque a vida é assim repleta de história sem fim, não funciona como os contos de fada onde se começam com “Era uma vez...” e termina-se no “...e viveram felizes para sempre”. A vida é uma caixinha de surpresas, repletas de histórias e historinhas, algumas até que se parecem com as da carochinha, mas nada é previsível, nem termina no ponto, se dispersar, parágrafo na outra linha, outra história de vida.
Mas é aqui que termino a história de hoje, Charles, Guilherme e Rodrigo desceram, e eu já sei onde...Bem, isso explica algumas coisas, mas isso por enquanto é um segredo, quem sabe no próximo ônibus. ^^
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Eles voltaram!!
Tinha acabado de pensar na minha trupe, na saudade e me perguntando: “Será que os verei novamente?”, uma semana havia se passado e eu não tinha visto nada, nem o rastro, cheguei a imaginar que não os veria novamente.
Até que meu coração esmorecido avistou Luana, exatamente, era ela, estava certa disso, me enchi de esperanças. Quando nossos olhos se acostumam a enxergar um conjunto, fica difícil ver apenas uma parte do conjunto. Luana hesitou a passar a catraca, isso me encheu mais ainda de esperança, olhou para os lados, mas não durou muito, pois entrou. Luana é uma morena bonita, engraçado, ela não é gorda nem magra, se parece mais com a mistura dos dois.
A partir daí meus olhos ficaram atentos a qualquer um que podia vir. Na outra plataforma, meus olhos viram Rodrigo e Guilherme, me desculpem por colocar meus sentimentos, mas me enchi de alegria. Em seguida Aline, os três, esperaram na catraca, mas nada de Charles, no lugar dele apareceu outro menino, o qual ainda não escolhi um nome.
Mas eu não estava satisfeita, queria Charles, queria a trupe completa. Os três e o novo integrante esperam um pouco, mas também entraram. Mais um tempo, Charles, sim Charles ^^, acompanhado de outro moço sem nome.
Mas hoje todos os nomes me pareciam embaralhados, não combinavam, não se encaixavam. Era sim a minha trupe adorável, a mesma, mas pareciam mudados, renovados. Charles, Guilherme e Rodrigo pareciam ter um corte de cabelo novo, mas o de Rodrigo era o que mais se destacava.
Antes do sumiço, Rodrigo tinha um enorme pseudomoicano. Os três fazem parte do grupo de meninos de cabelos arrepiados. Charles as vezes muda, deixando seu cabelo baixo, quando não, Rodrigo e Charles escondem as “madeixas” no boné. Mas eram eles, os mesmos sorrisos. Não pareciam ter ficado muito tempo sem se verem, mas os meus olhos sim, estes comemoravam pelos rostos que viam.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Sonhar é acordar-se pra dentro
Gritou a menina bem alto do estrado...
Mas nada ouviu além de si mesma.
Se colocou a pensar
Nas letras e canções que queria cantar para alguém
Um moço de belo porte, de olhos arredondados.
Será que ele vem?!
Nada...nada além.
Quis pegar um trem
Viajar, sonhar com um encontro do "destino"
Ocasionado de propósito pelo seu auto estimulo.
Viajou mil milímetros e não moveu um dedo do lugar.
Quis ir, ficar e estar
Tudo ao mesmo tempo
Mas estagnou
Com seus olhos penetrantes
Viajantes...
Respirou...
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Um passo sem pensar...
Era mais uma quarta típica de São Paulo, repleto da indecisão se vai ser quente ou frio, se fosse a pintura de um quadro, provavelmente o frio e o calor se mesclariam e definiriam: “É São Paulo, terra da garoa” ou seria da instabilidade?
Mais uma vez ele não chegou, não chegou apesar de ela esperar por ele como todos os dias, não chegou apesar de ela confundir outros com ele e sentir se decepcionada, de esperá-lo ansiosamente e sentir o coração pulsar forte a cada engano displicente. Ele não chegou apesar da sua voz baixa chamando pelo nome dele. É, é como diz a música: “Se chove lá fora fica mais triste esperar por alguém que não vai chegar...”.
Mas ele não faltou só, dessa vez, nem seus companheiros vieram, na verdade, já fazem 4 dias que eles não aparecem, por isso, é quase ilusão ficar a espera dele, mas espera vem de esperança e esta é a última que morre, pelo menos enquanto houver sol.
É, seus passos mudaram. Pra onde foi a adorável trupe? Foram abduzidos quem sabe?! Ou apenas mudaram de trajeto? O terminal, nosso cenário inicial passou por momentos de instabilidade, uma desordem total, mas as coisas já parecem voltar ao normal, melhor, mais organizadas do que antes, talvez seja esse o motivo do sumiço da trupe, talvez tenham dado um passo certo para um lugar mais organizado. Mas existe também o passo errado, o passo sem pensar que quando você pára pra reparar está em outro lugar, um lugar doido, onde nem tudo faz sentido, onde você nem sabe mais que caminho pegou para chegar até ali e nem sabe mais como voltar.
O inicio é apenas um passo, uma dança é um passinho pra lá e outro pra cá, a indecisão é um passinho pra frente e um passinho pra trás, uma decisão bem tomada é um grande passo, uma deslizada é um passo falso. Pra chegar logo ali quantos passos? Para chegar do outro lado mais oito passos. Para subir um degrau um passo com cuidado, pra andar na corda bamba um passo delicado. E a cada passo você fica mais perto ou mais perdido. E a cada passo você fica mais esperto, mais repleto ou mais desencontrado. Legal é chegar num lugar bonito depois de alguns passos longos e cumpridos, chato é chegar num lugar que te dá mais prejuízo do que riso.
Um passo sem pensar...Um outro dia, uma outra noite e um outro lugar...
Obs: Obrigada Capital Inicial pela ajudinha com o titulo \O/
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
A voz do povo: Gratidão ou Palavrão?
Se vocês ainda se lembram da trupe, ela vai bem (ao que parece), obrigada!
Rodrigo, Charles e Guilherme entraram e foram em direção ao final da segunda fila, algo novo para hoje, resolveram mudar, não me pergunte por que. A mochila entre aberta de Charles deixou ver um caderno, será que estamos perto de desvendar para onde vai essa jovem trupe? Estudar parece mais óbvio agora, mas isso é apenas parte da história. Aline e Luana entraram ao mesmo tempo que os meninos, mas seguiram para fila de costume, Aline ficou meio atordoada, sem saber pra que lado ia, mas resmungou algo parecido: “Ah não! Eu quero ir sentada” e seguiu Luana.
Essa não tem sido uma semana fácil e essa não é a minha voz, mas é a voz do povo. Esperar ônibus tem exigido mais do que paciência, já viu algo que exija mais do que paciência? Há trânsito, ônibus parado, consequência: Atraso!
Mas as pessoas são um tanto rabugentas, sempre resmungando, reclamando, acho que nunca verei a seguinte cena: TODOS os passageiros parando alguns segundos preciosos de suas vidas, aplaudindo o motorista por os levar para o seu destino, afinal, alguns dirão: “Não faz mais que a obrigação!”, “Ele ganha para isso.” E isso serve de justificativa para a falta de gratidão.
Porem, quando tem algum erro, as pessoas são as primeiras a apontar o dedo ao mesmo tempo para a mesma direção, reclamar, xingar, bater o pé no chão, assim mesmo, feito criança mimada e escandalosa, que não são todas, claro que não, tem muita criança que age melhor que adulto mandão.
Não que o transporte seja uma maravilha, longe de mim dizer tamanha mentira, mas é o que tem, e se não tivesse?
Se você acreditar em prece, reza, oração, colocar o joelho no chão, é o que faço para demonstrar minha gratidão e pedir por mais gratidão no mundo. É tão diferente quando seu trabalho é reconhecido, dá mais prazer, mais amor, mais devoção, se soubessem o poder da gratidão exercitariam mais. O mundo não seria perfeito, mas seria uma porcentagem melhor.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Faça o que faz sentido
O caminho se torna lento, pessoas olham no relógio e dizem: "Vou chegar atrasado!", mas além do papo, fica o fato do caos inoportuno. "Por que as ruas enchem quando está chovendo?"*, canta Paula Toller, na música 8 anos. É um tremendo mar de gente*, os terminais transbordam, se já não fosse pouco para uma segunda-feira, mas ainda que lentamente, a terra continua girando.
Quem dera, se num dia como hoje, todas as pessoas resolvessem ficar em casa, deitados, assistindo um bom filme, ouvindo música, comendo uma pipoquinha ou tomando chocolate quente, curtindo a companhia de alguém ou a de si mesmo "Il piacere di non fare nulla" , como diria os Italianos, "O prazer de não fazer nada", como seria?
Mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir*, todos os dias as pessoas levantam 3, 4 ou 5 da manhã, se vestem e vão para a labuta, as nossas necessidades nos colocam em lugares que algumas vezes deveríamos estar e outras não, alguns são sugados por essa vida, outros são tão relaxados que não se dão ao privilégio de serem úteis em alguma coisa. Até que ponto isso é vida? "A maioria das pessoas passa de oito a doze horas por dia fazendo coisas que não fazem sentido na vida delas"*. Faça aquilo que faz sentido.
*Se tiver sono, durma, se quiser cantar no chuveiro, cante, faça música, poesia, escreve um livro, faça um filme, veja menos TV ou assista desenho, diga se achar que deve dizer, ria sem motivo sem medo de parecer endoidecer, se apaixone mais, se apaixone todos os dias: por você, por alguém e até mesmo pelo mesmo alguém*. "Se não houver vento, reme! Se não houver lua, uive! Se estiver sem ar, se inspire! Se não houver chance, crie! Se houver silêncio, grite! Se não houver palavra, escute! Mas nunca desista do seu amor"*, nunca desista de sonhar, nunca desista de viver, se tiver trabalho, faça! Se ensinar te dá prazer, ensine! Se cuidar dos animais é a sua vocação, cuide! Mas faça aquilo que faça sentido pra você.
Obs: Algumas citações acima não são de minha autoria, mas de músicas como:
*O Dia em que a terra parou- Raul Seixas
*Oito anos- Paula Toller
*Lugar ao Sol- Charlie Brow
*Mar de gente- O Rappa
* O Mérito e o Monstro- Teatro Mágico
*Faça valer- RUB
* Nunca desista do seu amor- Rodrigo Santos
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Lugarzinho Aconchegante
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Pelos olhos dele
É o jeito como estufa o peito e diz: "Minha namorada", é o que faz dela especial pelo simples fato de existir. É forma como encosta o rosto no dela, como chora café enquanto ela chora leite, como diz "Eu te amo", no momento certo, conveniente, como se desarma todo ao vê-la desmoronando, como corre para segurá-la quando a vê caindo. É o que faz dela a mulher da vida dele, enquanto durar, enquanto o bondoso Deus permitir, enquanto um ainda tiver o que acrescentar, somar na vida do outro, enquanto ainda podem crescer juntos.
É o jeito como ele canta no seu ouvido com sua voz cheio de ternura ou mesmo desafinada soa como um encanto para os ouvidos dela. É como toca violão, com os dedos, coração e sorriso, como escreve lindamente bem para cativá-la mais ainda, é o poder que tem de fazê-la parecer mais linda do que talvez realmente seja, o jeito que tem de transformar sua vida mais colorida. O jeito como dedica horas do dia, fazendo um presente com suas mãos, ou jeito que abre a mão de dinheiro, mesquinharia, para dar o melhor presente a ela, esperando apenas ver o lindo sorriso.
Eu nunca vi um homem apaixonado, eu já vi vários, eu nunca vi um homem infeliz, eu já vi um homem perdido sem ninguém para proteger e dedicar seu tempo, seu sentimento, que se encontra rodeado por milhares de pessoas, mas completamente sozinho.
Esses homens apaixonados, estão nos ônibus da vida, na fila, na padaria comprando pão. São cheio de histórias estranhas e esquisitas, mas repleta de atos simples de heróismo e proteção.
Obrigada Homens, pela existência de vocês.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A minha história favorita
Com seus olhos de águia está sempre a procura de novas histórias, as pessoas não sabem que estão sendo observadas, registra em sua mente e fica ansiosa para colocar as percepções no papel, entra no ônibus puxa o caderno, saca a caneta e atira tinta, é uma historiadora procurando histórias vivas.
Sempre me comparei ao personagem da "Caverna do Dragão", desenho antigo de "1800 e bolinha", Sheila, claro que não há semelhanças físicas que nos ligam, mas é justamente o seu poder de Invisibilidade quando veste a toca que sempre foi o nosso ponto em comum, só que eu não preciso de uma toca mágica para isso.
Pode até parecer repetitivo, mas não tem jeito, essa é mesmo a minha história favorita, como era mais fácil quando eu não queria agradar ninguém. Ter a idéia de querer um público está começando a inibir minha criação. Mas a história é a mesma de outros verões. Oh! Verão não, perdão, da primavera nublada que já faz quase 3 semanas, que como sempre, propícia a chuva e muito abafada.
Mas a história continua, na última vez a adorável Trupe chegou todos juntinhos e passaram a catraca, foi algo novo, mas não muito surpreendente, acho que nem tinha parado pra pensar como foi que isso aconteceu, hoje, primeiro dia de trabalho para os trabalhadores, óbvio, não necessariamente para os escravos do trabalho que male-male tem folga, fazer o que! Às vezes é necessário.
Estava distraída e pensando que deveria ficar de olhos abertos, pois histórias vivas acontecem nos momentos em que estamos de olhos fechados ou virados para dentro. Abri! E vi! Era a minha estimável Trupe, não no lugar de sempre, mas na entrada do nosso cenário, terminal. Passamos por ela muito rápido, mas os vi em peso, eu com certeza sorri, como se tivesse descoberto um grande segredo.
Caminhei até o nosso antigo ponto de encontro... “Ei! Aquele não é o Rodrigo?!”, de fato, era mesmo o Rodrigo, esperando... Que confuso! Seria um ato de vingança pelos dias que Rodrigo não os esperou? Que pensamento sórdido da minha parte, na hora nem pensei nisso, só quis dizer a Rodrigo “Ei! Seus amigos estão do outro lado”, mas com que coragem? Rodrigo não me vê e isso arriscaria tirar meu poder de invisibilidade, ele poderia pensar: “Que menina legal!” ou não... Podia pensar, ou melhor, descobrir que o observo. Girei a catraca e do outro lado era somente isso que eu fazia, observava.
Minha vontade ainda lutava contra meu corpo “Vai lá! Fala!”, mas eu senti que Rodrigo já sabia dos amigos do outro lado, parecia que escrevia uma mensagem no celular, olhou para ele por muito tempo, demonstrava um pouco de impaciente e se esforçava para ficar ali, parece muito tempo pra mim, mas para Rodrigo com certeza mais.
Podia ser que Rodrigo havia esquecido do combinado, a trupe parecia esperar alguém ou por algo, um desencontro, um ruído na comunicação, já que isso acontece com bastante frequência, mais do que deveria, mas a trupe veio e Rodrigo abriu seu sorriso metálico, eram cinco, se cumprimentaram e entraram, que bom ter amigos.
DEDUÇÃO
Não sei se sou apta para nomear o maior dos dedutores (vulgo aquele que deduz), não conheço tanta gente assim, mas Sherlock Holmes o personagem da Literatura, de filmes e séries é sem dúvida um.
Eu não sou boa em deduções, mas eu tento, com muito esforço. Com certeza vocês já estiveram numa fila que até era grande, mas que com alguns minutos, sobra do tempo, ela ficou muito maior por causa dos amigos dos amigos que chegaram atrasado ou que se encontraram por acaso e entraram no meio da fila. São os furões. Ou já passou pela seguinte situação: Você está no mercado, a fila parece pequena, quando chega alguém com o carrinho cheio e entra na sua frente porque a pessoa da frente estava guardando lugar. Pois é, a minha trupe poderia fazer isso, mas nesse caso, ela não faz.
Com certeza (e espero não estar sendo prepotente) vocês já tiveram que esperar alguém, que demorou a chegar, e possivelmente você fico irritado, incomodado de esperar, ou talvez você seja extremamente paciente. Parabéns! Mas esperar não é uma tarefa fácil e como vocês sabem “minha trupe” espera.
Por hoje é só, são duas observações pequenas que talvez façam vocês entenderem porque gosto tanto da minha trupe e porque acho a história deles interessantes para um blog com um nome tão diferente. Gosto de confundir vocês um pouco, mas entendam de verdade o sentido do blog ser o Diário de outro.
Vamos labutar!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Ah! Se eu ainda fosse criança
Não era cedo, nem noite, nem meio termo (se é que existe meio termo), era tarde. Tempo abafado, sexta-feira, descanso para alguns cansados e apenas mais um dia para outros “escravos do trabalho”.
A doce menina é na verdade parecida comigo, tem cabelos encaracolados, como a mulher da música do Caetano Veloso, seu apelido de criança: Leãozinho. E vai ver naquele dia ela saiu de casa e quis vestir uma fantasia e se vestiu de menina, sua fantasia favorita. É frágil, mas determinada, se não sabe, pergunta, ainda que acanhada.
A moça que encontrou na frente, pelos seus olhos de criança é Grande, “Uma informação, por favor!”, pede bravamente, informação concedida. Passa o tempo! Passa mais o tempo e a moça da frente saí em direção à outra fila, “ela é muito séria” pensa a menina, tem cara de brava. Alguns segundos a moça a chama, deu informação errada, se oferece para fazer pela menina, que aceita, agradece e saí sorridente, satisfeita! A moça mantém a seriedade, nenhum sorriso se quer. Onde ela guardou? Pensa a menina! Será que deixou no bolso? Ou saiu com pressa de casa e o esqueceu? Mas a moça não é uma bruxa é uma fada boa e gentil, que podia ter simplesmente virado as costas e deixado a menina, mas se compadeceu, assumiu a responsabilidade e um desejo lhe concedeu. Quem disse que não existe fada?